Edição Nº: 5264 - Sexta-Feira e Sábado, 02 e 03 de Outubro de 2015.
 
Como o Inter espera usar a queda na Copa do Brasil para se reinventar

O Internacional perdeu, foi eliminado da Copa do Brasil, mas vai usar o jogo contra o Palmeiras como exemplo. Apesar do placar de 3 a 2 em São Paulo, o Colorado vê espírito de luta, postura ofensiva e melhora física como heranças. A promessa é que tudo isto pode ser mantido nos 10 jogos finais do Campeonato Brasileiro, em uma espécie de reinvenção do próprio time.
A primeira herança está ligada ao jeito de jogar. Sem Wellington e com Anderson, o Inter desistiu da ideia de atuar por uma bola e se lançou ao ataque, querendo propor a partida. Com isto, teve posse de bola e deixou o duelo aberto até o final.
“Quando se tem as peças à disposição, fica mais fácil. Aquele esquema com três volantes era necessidade e não convicção. Fizemos um jogo ofensivo, uma partida boa e merecíamos um resultado melhor. A postura e a atitude do time foram importantes”, disse Argel.
O preparo físico, que durante as últimas seis semanas foi duramente criticado como legado maldito da comissão técnica de Diego Aguirre, foi elogiado. Para a diretoria, sobrou fôlego no Allianz Parque.
Argel também comunga da ideia de que houve evolução no quesito – e olha que este foi o argumento usado para justificar recentes tropeços do time no Brasileirão.
“A gente foi melhor que o adversário em todos os aspectos. Melhor na parte física e técnica, o adversário sentiu o golpe. Mostra forca, grandeza e a qualidade do nosso grupo.
O time deles teve vários jogadores com câimbra e o nosso foi até o final”, apontou o treinador.
Por fim, o fato anímico. Usando o favoritismo do Palmeiras, apontado pelo próprio Inter, o Colorado entoou um discurso de luta ‘contra tudo e contra todos’ para se fortalecer.
Ainda no gramado, Argel convocou os jogadores para uma reunião e celebrou o empenho. No vestiário também houve celebração pela entrega e pela atuação.
“Levamos um banho de água fria com o terceiro gol. Mas o Argel falou na roda, valeu o espírito de luta de todo mundo”, comentou o zagueiro Ernando. “Com essa disposição, podemos chegar ao G4. Com essa garra, com esse brio, temos condições de buscar”, opinou Carlos Pellegrini, vice de futebol.
No sábado, o Internacional volta a jogar pelo Brasileirão e recebe o Sport. O reencontro com Paulo Roberto Falcão será o primeiro teste para esta fase de reinvenção prometida pelo Colorado.

 
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