Edição Nº: 5278 - Domingo e Segunda-Feira, 25 e 26 de Outubro de 2015.
 
Após início instável, Brasil espera uma decisão a cada bola na Argentina

Defendendo que o Brasil “tem que melhorar em todos os sentidos” para rumar ao ápice visando a vaga na Copa do Mundo de 2018, o técnico Dunga prevê uma “guerra” contra a Argentina em Buenos Aires. A atmosfera do jogo, que já se faz diferente por conta da rivalidade, ganha contornos ainda mais importantes pelas campanhas irregulares da Seleção Brasileira e da Argentina até então.
Após tropeçar contra os atuais campeões da Copa América na estreia das Eliminatórias, o Brasil somou seus primeiros pontos na disputa ao receber a Venezuela, em Fortaleza (CE), vencendo por 3 a 1. Já os argentinos, sem contarem com Messi, que segue lesionado, foram surpreendidos pelo Equador dentro de casa, na estreia, e apenas empatar com o Paraguai em Assunção.
Objetivando uma vitória para ascender na classificação e coroar o retorno de Neymar ao time, após cumprir suspensão, Dunga nutre grande expectativa para o clássico sul-americano, em que a Argentina contará com o incentivo da torcida no Monumental de Núñez para tentar sua primeira vitória.
“Quando (o jogo) é com a Argentina é sempre uma guerra, independentemente do resultado. É um campeonato à parte. É sempre difícil, um jogo que é decidido nos detalhes. É preciso saber que cada bola é uma decisão. É uma grande rivalidade e precisamos estar preparados para nos superarmos”, declarou Dunga, que também espera desafios contra o Peru, dia 17 de novembro, na Arena Fonte Nova.
“O Peru vem bem, fez uma grande Copa América e tem jogadores importantes. Quando eles jogam contra o Brasil, é sempre uma motivação a mais”, analisou o treinador, apostando na força da torcida em Salvador (BA). “O torcedor baiano seguramente vai ser compreensível com a Seleção, vai nos apoiar. Independentemente de quem esteja no comando, é o Brasil que estará jogando, e o torcedor tem que entender esse momento. Temos que trabalhar em conjunto”, prosseguiu.
Após reprovar a atuação contra o Chile, sobretudo pelo resultado, e perceber melhorias na partida no Nordeste, o treinador confia que a equipe apresentará uma evolução, e torce para o setor ofensivo, reforçado por Neymar, aproveitar melhor as oportunidades a serem criadas. “Não gostei contra o Chile, mas se observarmos o jogo, nós tivemos seis contragolpes. Contra a Venezuela, o time já foi mais eficiente e criou mais. Foi um time mais compacto e os gols saíram”, analisou. “Temos que manter a compactação e o toque de bola”, recomendou na sequência.
Passados os dois últimos compromissos oficiais do ano, a Seleção Brasileira só voltará a campo apenas em março, no recomeço das Eliminatórias. Até lá, Dunga planeja aproveitar o tempo disponível para seguir com as análises, e pensa até em se inscrever em cursos. “Vamos seguir observando atletas, vamos fazer algumas viagens e alguns cursos. Queremos aproveitar o tempo da melhor forma possível visando as Eliminatórias e as Olimpíadas que estarão logo aí”, assumiu.
Considerando o retrospecto, o Brasil não vence na Argentina desde setembro de 2009 quando, em jogo válido pelas Eliminatórias do Mundial de 2010, a seleção local, dirigida por Diego Maradona, tropeçou diante da Seleção na cidade de Rosário, perdendo por 3 a 1. Na oportunidade, Luisão, e Luis Fabiano (duas vezes), marcaram para o Brasil, enquanto Dátolo, meia do Atlético-MG, fez o gol dos mandantes.

 
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