Edição Nº: 5347 - Domingo e Segunda-Feira, 07 e 08 de Fevereiro de 2016.
 
Por dentro da carreira militar

Todos os anos, milhares de estudantes se inscrevem no vestibular das Universidade Federais para concorrer às vagas para o curso de formação de oficiais para bombeiro ou policial. Como são poucas, a concorrência chega a passar de 75 candidatos por vaga. Essa realidade, que é uma pequena amostra da dificuldade de ingressar em uma das áreas da carreira militar, demonstra como esta opção é atrativa para os jovens, não só pela estabilidade como pela possibilidade de alcançar altos postos e salários.
Para as outras áreas, a Marinha, o Exército e a Aeronáutica, que são em âmbito federal, os caminhos são os mesmos. A forma de ingresso é por concurso público, que pode ser via processo seletivo – vestibular – ou por editais normais de concurso. Pelo primeiro, o candidato entra na Academia, que funciona como ensino superior e confere diploma de bacharel, para ser oficial. No caso da polícia ou do bombeiro militar, a formação é de três anos e é feita na Academia Militar. No Exército, Marinha e Aeronáutica, a formação dura 4 anos. No segundo, que também exige o ensino médio, o candidato não passa por formação superior e sim por um curso que dura um ano e meio, terminando como 3.º sargento. A diferença entre um e outro é que para os que têm graduação na Academia as patentes são mais elevadas.
Existe ainda uma terceira opção, que é para os profissionais formados que desejam exercer sua carreira dentro dos órgãos militares como médicos, dentistas, enfermeiros ou engenheiros. Nesse caso, ou fazem o curso superior fora e depois ingressam no Instituto Militar de Engenharia (IME), ou se graduam diretamente lá.
Segundo o major Gilson Luiz Semmer, da Polícia Militar de Curitiba, até pouco tempo havia uma quarta, que era quando os alunos dos colégios militares ou da Polícia Militar se destacavam – por causa do comportamento e das boas notas – e eram convidados a ingressar diretamente na Academia. Hoje isso não ocorre mais.
Esforço e disciplina
Independentemente da forma de ingresso, quem decide seguir uma carreira militar precisa ter em mente que vai lidar o tempo todo com hierarquia e muita disciplina. “Por isso, entre as habilidades exigidas estão equilíbrio emocional, capacidade de relacionamento e condicionamento para enfrentar os treinamentos físicos diários”, diz Semmer.
Outra capacidade importante para um militar é a disponibilidade de mudança de cidade. Quem presta um concurso para um local não necessariamente ficará nele para sempre. Por isso existem nas escolas militares do país – de ensino fundamental e médio – vagas para atender os filhos de militares que precisam mudar de uma região para outra.
Contato com a
comunidade
Interagir com a comunidade e prestar serviços a ela é uma característica que tem se tornado mais forte na carreira. No caso da Polícia Militar, o trabalho exige contato direto com as pessoas não só em momentos de perigo, mas nas diversas situações do cotidiano, já que as propostas do governo são sempre de aumentar o policiamento nas ruas.
Já quem optar pela Aeronáutica vai vivenciar intensamente os serviços comunitários. O coronel da aeronáutica Gustavo Krüger explica que uma das atividades da profissão é levar alimentos e transportar equipes de saúde para regiões de difícil acesso, como a Amazônia. “As atividades vão muito além de um preparo diário para uma possível guerra, como se imagina. Estamos o tempo todo prestando serviços como esse ao País.”
Exército, Marinha ou Aeronáutica?
Os militares são unânimes em falar que a estrutura da carreira é muito semelhante no Exército, Marinha ou Aeronáutica. A diferença básica está na forma de combate de guerra, que é respectivamente chão, mar e ar. Por isso, na hora de escolher uma delas – existe ainda uma opção de policial ou bombeiro militar, que é um braço do exército–, o candidato precisa estar atento às suas aptidões.
O coronel da Aeronáutica Gustavo Krüger explica que para escolher a aeronáutica, por exemplo, o desejo de pilotar aviões e saber como eles funcionam deve ser forte, pois o cotidiano vai exigir que o oficial treine muitas horas por dia para atingir a carga horária suficiente para dominar tecnicamente o avião e atingir a performance exigida. “Para os que não querem necessariamente pilotar aviões, existem outras funções que podem ser escolhidas, como a intendência, que é na área financeira e administrativa, e a infantaria, que cuida das armas e das instalações. A escolha é feita na hora da seleção”.

 
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