Edição Nº: 4700 - Quinta-Feira, 20 de Junho de 2013.
 
Brasil tenta tirar pedra do sapato para seguir em alta em Fortaleza

Há uma pedra no meio do caminho da Seleção Brasileira na Copa das Confederações. O técnico Luiz Felipe Scolari já identificou e localizou o obstáculo, logo após a estreia com vitória por 3 a 0 sobre o Japão. "O México é a nossa pedra no sapato há algum tempo", disse, de olho na possibilidade de aliviar os pés na partida desta quarta-feira, às 16 horas (de Brasília), no Castelão.
"O México vem oferecendo algumas dificuldades a mais do que nos confrontos que temos contra outras seleções. Eu mesmo fiz um jogo com eles em 2001, na Copa América, e perdi. Depois, por Portugal, ganhei por 2 a 0. Pode ser que eles tenham uma superação mental contra o Brasil, tentando provar que são superiores. Mas precisamos nos preocupar com o jogo de agora, que vale a classificação, e não com o passado", comentou Felipão.
O treinador se referiu ao revés por 1 a 0 que teve na fase de grupos do torneio continental de 2001, quando a Seleção Brasileira também foi derrotada de forma marcante, por 2 a 0, pela inexpressiva Honduras. Só neste século, o Brasil enfrentou o México 11 vezes: ganhou apenas duas e perdeu seis, a último delas a decisão dos Jogos Olímpicos de Londres.
Todos os jogadores brasileiros remanescentes do time vice-campeão das Olimpíadas se pronunciam com respeito sobre o México. "O passado fala por si só, mas isso fica para trás agora. Também já tive a felicidade de ganhar deles", rebateu o zagueiro David Luiz. "Sabemos que o México tem muita qualidade. Não ganhar aquela final em Londres foi muito frustrante para nós, brasileiros", relembrou o atacante Hulk, ainda lamentando.

Pressionado

Desta vez, o México está tão (ou mais) pressionado quanto o Brasil em busca de um resultado positivo. Enquanto os anfitriões da Copa das Confederações bateram os japoneses na primeira rodada e saltaram para a liderança do grupo A, os norte-americanos foram derrotados pela Itália por 2 a 1, no Maracanã, e precisam se reabilitar para evitar a eliminação precoce.
"Será um grande jogo porque eles precisam da vitória", previu Felipão, apesar de desconversar sobre a estratégia para aproveitar os espaços eventualmente oferecidos pelo time adversário. "Temos uma filosofia de jogo e devemos segui-la com o que achamos mais correto, mas, do outro lado, existem técnicos e jogadores com um trabalho montado para dificultar o nosso."
Na tentativa de encontrar facilidades, Felipão repetirá mais uma vez a formação titular que utilizou nos dois últimos jogos da Seleção Brasileira. E com menor pressão até sobre o seu camisa 10, já que o astro Neymar marcou um belo gol contra o Japão, o primeiro da Copa das Confederações. "Ele vem se comportando como um atleta de equipe, o que é importante para nós. Pode jogar pelo meio, pela esquerda, sempre com  liberdade,  mas precisa cumprir  uma função defensiva quando está sem a bola", ponderou.
Pelo México, o técnico José Manuel de La Torre ainda não encontrou a mesma paz de que gozam Felipão e Neymar. Ele está incomodado com os problemas de seu time nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014 e também, é claro, na Copa das Confederações. "Mas a equipe está comprometida para retomar o caminho das vitórias. Há coisas a serem melhoradas, e trabalharemos para isso", prometeu o goleiro Corona.
No tropeço por 2 a 1 para a Itália, De la Torre confessou ter orientado o seu time a jogar mais recuado para proteger Corona, aguardando os erros do adversário para contra-atacar. O sistema não funcionou, e o único gol mexicano saiu justamente quando Giovani dos Santos 'desobedeceu' o comandante e fez pressão na saída de bola, resultando no pênalti convertido por Chicharito Hernández.
"O fato de termos deixado o oponente com mais saída de jogo não quer dizer que jogamos na defensiva. Era uma questão de esperar e criamos chances assim", justificou o técnico do México, que, mesmo com o cargo ameaçado, deverá repetir a estratégia contra o Brasil.

 
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