A votação no Plenário do Senado da proposta que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas foi adiada e deverá ocorrer após as eleições. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) avalia que o período até a retomada da discussão representa uma oportunidade para aprofundar o debate sobre os impactos da mudança e as condições necessárias para sua implementação.

Para a entidade, aprofundar a análise do tema é fundamental, diante dos efeitos que a mudança pode provocar na dinâmica do setor. A redução da jornada de 44 para 40 horas semanais pode ampliar um dos principais desafios enfrentados atualmente pela construção: a escassez de mão de obra. Estimativas da CBIC indicam que a medida exigiria a contratação de mais de 288 mil trabalhadores para que o setor mantivesse o atual nível de atividade.

Segundo os cálculos da entidade, a diminuição de quatro horas semanais representaria uma perda de 208 horas de trabalho por profissional ao longo de um ano. Considerando os cerca de 2,88 milhões de trabalhadores celetistas da construção, a recomposição dessas horas demandaria um contingente adicional de profissionais em um momento no qual asempresas já enfrentam dificuldades para preencher vagas.