Inúmeras questões me impactam e instigam em períodos que antecedem eleições no nosso país! E nestas, de 2026, não é diferente! São períodos que escancaram as diferenças e contradições que perpassam os programas de governo, as pautas defendidas por candidatos de diferentes partidos políticos e que precisam ser melhor analisadas. Não se trata de alimentar debates que polarizam maniqueísmos entre o bem e o mal, entre amor e ódio, entre verdade e mentira. Tais polarizações muitas vezes exacerbam a passionalidade, deixando de lado a necessária racionalização dos processos que perpassam as lutas democráticas. Dentre os muitos aspectos que poderiam ser discutidos, hoje quero trazer para o debate, a questão da Educação!
No ano passado, por ocasião do Dia do Professor, publiquei neste mesmo jornal, um texto onde escrevi sobre a falta de interesse dos jovens em seguir a carreira no magistério, evidenciando que o país vivencia um quadro de “apagão de professores” trazendo um alerta sobre os sérios prejuízos no processo de aprendizagem de crianças e jovens. No dia 25/9, sexta-feira passada, a Folha de Quaraí publicou uma reportagem que também trata desse assunto, corroborando com a gravidade do cenário aqui apresentado. O enfrentamento de tal situação exige, como todos sabemos, políticas de valorização da carreira docente, adoção de reformulações curriculares compatíveis com a realidade social brasileira e investimentos na estrutura das escolas públicas de Educação Básica.
Mas, o que temos testemunhado ao longo de anos, em períodos eleitorais? Discursos que exaltam a importância da educação, que defendem educação de qualidade e que, quando confrontados com fatos da realidade pós-eleitoral, evidenciam a enorme distância entre o que é dito e o que é colocado em prática. Tal constatação precisa ser olhada com o devido cuidado na hora de exercer o direito democrático e (…)
Porto Alegre, 27 de setembro de 2026. Denise Grosso da Fonseca Professora Aposentada
