A taxa de suicídio entre as pessoas idosas no Brasil é alarmante, pois representa quase o dobro da média nacional.

No artigo anterior, expus que o Setembro Amarelo é um período do calendário em que se prioriza a conscientização sobre a prevenção do suicídio, a promoção da saúde mental e a valorização da vida, e que o dia 10 de setembro é reconhecido como o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

Falar sobre o suicídio significa abordar um tema complexo e delicado, pouco debatido na sociedade, e que, portanto, precisa ser tratado com seriedade e responsabilidade.

No caso do suicídio entre as pessoas idosas, considerando que a taxa de ocorrências quase alcança o dobro da média nacional, importa refletirmos sobre esse preocupante fenômeno, buscando alternativas que promovam e preservem o bem maior de cada pessoa, que é a sua própria vida. Por isso, é importante identificarmos os possíveis fatores e as principais formas de prevenção do suicídio entre as pessoas idosas.

Nesse sentido, Karen Scavacini – doutora em saúde mental e fundadora do Instituto Vita Alere – explica que essa situação exige uma atenção especial e destaca possíveis fatores que podem desencadear essa taxa tão elevada:

• o isolamento social, acentuado pela pandemia de Covid-19;

• o luto; • as doenças crônicas; • as dores físicas; • o medo da dependência; e • a depressão. Como formas de prevenção, a especialista aponta a necessidade da “criação de redes de apoio envolvendo família, amigos e profissionais da saúde, além de diagnósticos precoces” e destaca a necessidade da ampliação das políticas públicas de saúde mental, da capacitação profissional e do acesso das pessoas idosas às terapias e atendimentos psiquiátricos.

Que neste Setembro Amarelo e em todos os dias do ano, estejamos alerta, sabendo que em qualquer idade, toda vida importa.

Obrigado pela leitura e um grande abraço!